Percy Jackson e o Exército Maldito
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The War Begins
 
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 The Loneliness of Rain

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MensagemAssunto: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyTer Jan 04, 2011 12:36 pm

Prólogo


Era fim de tarde, o céu estava completamente escuro, as ruas da cidade estavam praticamente desertas. A chuva trazia o primeiro sentimento do qual ela teve conhecimento: A solidão. E foi com este sentimento que se identificou e decidiu conviver, por tempo indeterminado.

---

Uma garotinha, de aparentemente 7 ou 8 anos, estava sentada no chão, encostada na parede. Suas roupas eram diferentes das que as pessoas daquela cidade usavam. Seu olho esquerdo estava enfaixado. As gotas da chuva caíam em seu rosto, tocando a faixa e misturando-se com o sangue, fazendo-a parecer que estava chorando lágrimas de sangue. E mesmo assim, ela olhava admirada para o céu, cinzento e solitário, como ela.
A menina fecha os olhos, sentindo o vento tocar-lhe a face e fazer seu cabelo prateado dançar.

- Kaze wa...yasashii nee.(O vento é... tão gentil)

- Você gosta da chuva?

Ela olha para cima, e se depara com um garoto de 12 ou 13 anos, olhos e cabelos negro, de shorts jeans e camisa preta, com um guarda-chuva preto na mão.
Faz que sim com a cabeça e o menino sorri. Seus olhos negros tinham um brilho de felicidade.
Ele estende a mão para ela, ainda com o sorriso no rosto, e coloca o guarda-chuva sob sua cabeça.

- Venha, se continuar aqui vai se molhar toda e pegar um resfriado.
A garota recua um pouco, colocando a cabeça entre os joelhos.

- Já estou molhada...

- Então irei ao menos levá-la em casa.

- Não tenho casa. Não tenho aquilo que chamam de “Um lugar para onde retornar”. Não tenho o que chamam de memórias.

O menino se abaixa, aproximando-se o máximo que pode. Ela levanta a cabeça, olhando nos olhos dele.

- Mesmo assim, venha comigo. Serei aquele para quem deve retornar e faremos recordações juntos! Vem!

Ele novamente oferece a mão a ela, que desta vez acaba aceitando o convite.
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyTer Jan 04, 2011 12:45 pm

Háá, que lecal Lizy, adorei ;D
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyTer Jan 04, 2011 2:39 pm

Liiiiiiizy, tá ótimo, adorei *O*
Sério, tou louca pra você fazer um próximo episódio =D
Você tem de fazer outro, você sabe escrever muito bem!
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyTer Jan 04, 2011 4:32 pm

Está muito legal, miguinha. *-*
Espero, ansiosamente, o 1º cap xD
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyTer Jan 04, 2011 5:28 pm

LEGENDA:
“ blá blá ” --> Pensamento

--- => Mudança de cena

[Lizy On]
Blá blá
[Lizy Off] --> Lizy narrando.

Narração On
Blá blá
Narração Off --> Texto com narrador.

Itálico --> Sonho ou flash back.

OBS.: Eu sou uma super-fã de animes e mangás, poderia ser chamada de maníaca mesmo. Escrevo três fanfics de animes, duas são Crossolvers, e a outra é somente Naruto, então pode acontecer de aparecer um o outro sufixo japonês como –cham ou –kun, ou até mesmo –sensei. É claro que irá aparecer também palavras em japonês, mas irei colocar a tradução na frente. Alguns nomes de personagens também serão em japonês. Minha criatividade para escolher nomes não é muito boa, então... podem aparecer nomes de personagens de animes que assisto.

Disclaimer: Os personagens de animes que aparecerão não são de minha autoria, mesmo assim não tenho nenhum tipo de lucro com eles, nem pra pagar uma pipoca ^^.

Nota: Espero que gostem da história, não sei se será curta ou longa, vai depender da situação. AH, e obrigada aos que já leram pelos comentários, isso trás motivação ^^ Obrigada pela atenção e boa leitura.


---------------------------------------------------------Capítulo 1-------------------------------------------------------
- Mas, que diabos...?

A garota se encontrava jogada no chão, com a mão no rosto para diminuir a claridade que lhe feria os olhos. A cama estava bagunçada e o cobertor se mexia sozinho, saindo da cama e cobrindo a menina.

- Aah, outro sonho estranho.

Ela joga o cobertor de volta na cama e se levanta, olhando para o relógio.

- Droga! Primeiro dia de aula e já estou atrasada.

Ela arruma a cama, toma um banho rápido, coloca o uniforme da escola e sai do quarto, descendo as escadas e indo para a cozinha. Sua mãe preparava o café da manhã, ela só pega um pão, dá um beijo no rosto da mãe e sai de casa.

- Não vai nem tomar café direito?

- Não, já estou atrasada.

- Até mais tarde, se cuida!

- Até!

A menina corria pelas ruas, ao chegar no colégio, o porteiro começava a fechar o portão, ela corre mais rápido e entra, indo diretamente para o prédio. Ela vai até seu armário, guardando suas coisas e pegando apenas os livros da primeira aula.

- Ah droga, começou cedo dessa vez.

Uma maçã lhe acerta a nuca assim que ela termina a frase. Um grupinho de meninos ria, a suas costas. Ela fecha o armário com violência e segue pelo corredor, vez e outra sendo atingida por objetos voadores.
Ao entrar na sala, se depara com uma garota loira parada diante da porta, impedindo a passagem.

“Ótimo, meu dia já foi para o ralo”

A garota olha para ela com nojo.

- Bem vinda de volta aberração. É melhor se cuidar, ou senão você vai ser esmagada esse ano, Lizy. ÚÚ

- Valeu pelo conselho, mas se VOCÊ não tomar cuidado, essa barata que está no seu pé vai entrar na sua cabeça e comer seu cérebro. uû

- AAAhh!

A loira olhou para o pé desesperada, soltando gritinhos de medo e nojo.
Lizy entra na sala e se senta na ultima carteira do canto.
Os outros alunos também entram, seguidos pelo professor.

- A mesma turma do ano passado... Ótimo. ¬¬

O professor coloca suas coisas em cima da mesa.

- Bem vindos de volta! Como a turma é a mesma, todos aqui já se conhecem, então irei apresentar-lhes um aluno novo.

A porta se abre e um garoto, de olhos e cabelos vermelhos entra.

- Bom dia a todos. Me chamo Henri e tenho 15 anos. Prazer em conhecê-los. ^^

- Pode se sentar ali. Agora, vamos começar a aula.

O menino se senta numa carteira no meio da sala. Ele olha para Lizy, que estava de cabeça baixa, encarando a parede. Ela sente um calafrio e acaba olhando para Henri.

- Se você quiser continuar sendo uma pessoa normal, acho melhor não se misturar com ela. Ela é uma aberração.

A garota que disse isso, falou o mais alto que conseguiu, para que Lizy escutasse.

---
[Lizy ON]

Como vocês puderam ver nas linhas anteriores, eu não tenho uma fama muito boa na escola.
Realmente, não sou uma pessoa normal. Só de olhar para mim já dá para perceber: Meu cabelo é prateado e, se não fosse pela lente de contato, eu tenho um olho de um olho preto e outro prateado.
Além disso, posso comandar as sombras da forma que eu quiser.
Eu escondo meus poderes quando estou na escola, mas as pessoas não se aproximam de mim por causa das minhas diferenças.

Assim que eu olho nos olhos de Henri, ele sorri, um sorriso misterioso. Segundos depois ele olha para um menino que passava na sua frente. O menino escorrega e cai, o objeto que estava em sua mão sai voando pela sala. Era um estojo de ferro. E o mais incrível: era impossível ele estar naquela velocidade, se atingisse o professor, iria fazer um buraco em seu peito. Ele estava sendo direcionado, e eu tinha certeza que era o aluno novo que estava fazendo isso.

Quando o objeto estava a ponto de acertar o professor, eu rapidamente levantei da cadeira, estiquei a mão e fiz um movimento, agarrando o ar. No mesmo instante a sombra do professor se solidificou e agarrou o estojo.

O primeiro a olhar para mim foi Henri, seguido do resto da turma.

- Droga...

Fui desmascarada no primeiro dia de aula.

- E-eu sabia! E-Ela é uma aberração!

Todos saem da sala correndo e gritando. O professor olha para mim nervoso.

- Para a diretoria agora, Senhorita Lawliet.

- Ótimo... ¬¬


---

Eu estava agora sozinha na sala da diretora, olhava para o relógio, que já estava me deixando impaciente com seu “Tic Tac”. A diretora entra na sala, ela é loira, de olhos verdes, Usava um terno e saia social pretos. Estava de óculos, lendo alguns papéis. Logo em seguida minha mãe entra, ela se senta ao meu lado e a diretora coloca os papéis em sua mesa, sentando em sua cadeira giratória.

- Você sabe por que está aqui, certo, senhorita Lizy.

- Sim. Sou culpada de tentar impedir que meu professor ganhasse um buraco no peito.

- Sem gracinhas, por favor.

- Ok, desculpe.

Minha mãe olha para mim surpresa, seus olhos castanhos tinham um ar de decepção.

- Sua situação já não é das melhores aqui na escola, agora que os alunos sabem das suas... er.. Digamos... habilidades especiais... Sua convivência com os colegas não será muito... Lucrativa.

A diretora ajeita os óculos e me encara.

- Só peço para que não traga problemas para a escola, ou se não serei obrigada a pedir sua transferência para outro colégio.

- Ok, irei me esforçar.

- Agora saia. Quero conversar a sós com sua mãe.

- Ta. Com licença.

Eu me levanto e saio da sala, decidida a procurar o responsável por tudo isso.

--- Capítulo 1 END ---
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyTer Jan 04, 2011 5:41 pm

MUUUUUUITO MASSA *OOOO*
Posta mais, posta mais! *-*
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyQua Jan 05, 2011 10:27 am

EU QUERO APARECER LIZYNHA! Posso? Aliás, adorei!
Fivou ÓTIMAAAAAAA! Acho que vou começar a ler mangás pra escrever igual você :p
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyQua Jan 05, 2011 11:19 am

Que lecaaaal *--*
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyQua Jan 05, 2011 6:15 pm

Fiicoouuu muito bom *O*
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyQua Jan 05, 2011 6:32 pm

Capítulo 2

O sinal para o intervalo toca, passo pelo corredor e, próximo ao meu armário estava Henri, guardando seus livros.
Vou rapidamente até ele, fechando a porta de seu armário com violência e colocando-o contra ele, com as duas mãos ao lado de seu rosto.

- Foi você, não é?! Que truque usou?

- Você é louca? Do que está falando?

- Anda, me diz! Como você fez o estojo voar naquela velocidade?!

- Eu não fiz nada!

- Olha pra minha cara e diz se eu acredito. Por sua causa estou por um fio de ser expulsa do colégio, logo no primeiro dia!

Os poucos alunos que ainda restavam no corredor, vão embora, com medo. Ele pega meus braços e me empurra para longe. O livro que eu o fizera derrubar no chão vai para as mãos dele e ele abre o armário, guardando-o.

- Eu sabia! Assim que olhei para você percebi que tinha algo de errado.

- Eu posso controlar objetos, somente com o pensamento. E pelo o que pude ver, você controla as sombras da forma que quiser. Só de olhar para você, já dá pra perceber que não é normal.

- Mais alguma novidade? Não? Ótimo. Olha aqui, você conseguiu acabar com meu humor! Não se meta comigo, você não me conhece de verdade. Eu só aturo essa escola por causa da minha mãe.

- Calma aí, não to afim de arranjar confusão com você. Só queria testar suas habilidades para ter certeza de que havia mais alguém como eu.

- Ótima forma de me testar. Conseguiu deixar minha vida pior do que ela já é. Valeu ¬¬.

- Desculpa ta? Minha intenção não era essa.

- Tarde de mais. Já fui exposta por sua causa.

- Ta. Então eu te pago um lanche da cantina pra me redimir.

- Isso não adianta.

- Vem logo.

Ele me ignora completamente e me puxa para a cantina.

---

Nós caminhamos até uma mesa, onde algumas garotas estavam sentadas, assim que ficamos diante delas, elas pegam suas coisas e vão embora, com medo.

- Se continuar me seguindo desse jeito, vai acabar queimando seu filme com o pessoal da escola.

- Não me importo com isso. Andar com as outras pessoas seria um saco. Os seres humanos são falsos.

- Concordo.

Nós começamos a comer e ele começa puxar assunto.

- E então...? Como é sua vida?

- Um saco.

- E sua família?

- Minha mãe é legal. Só que ela me superestima. Quer que eu pense que sou normal.

- E seu pai?

- Não conheço.

- hum...

- Por está tão interessado em mim?

- Você é diferente das outras pessoas. Você é verdadeira.

- Belo motivo.

Eu olho para ele sem ânimo. Coloco a bandeja vazia de lado e apoio o queixo nas mãos.

- É sério! Me conte mais sobre você, Lizy! Por favor!

- Não. Não to afim de ter você se metendo onde não é chamado.

- Chata.

- Sou mesmo.

- Arrogante.

- Isso é para me irritar?

- Rude

- Disse alguma coisa?

- Ah! Cansei. Você não se irrita com nada?

- Você parece uma criança. Já estou irritada, não tem como ficar mais ainda.

- Fala sério.

- Você é mesmo um garoto? Parece mais uma menininha reclamando desse jeito.

Me levanto, pego minha bandeja e coloco acima da lixeira. Henri me segue fazendo o mesmo.

O sinal para o fim do intervalo toca e nós seguimos para a próxima aula.

[Lizy Off]

---

[Narração ON]

Era fim de tarde, as aulas haviam acabado de terminar e os alunos saiam da escola, ainda pegando os últimos raios de sol.

Lizy veste a blusa de frio, mesmo estando quente e coloca o boné preto na cabeça, escondendo o cabelo.

Henri a seguia, fechando os olhos para sentir melhor o calor do sol.

- Você não gosta do sol, não é?

- Nenhum pouco. Tudo bem que “Para haver sombras, precisa-se de luz”, mas não vivo ligada neste conceito.

- Qual a sua estação do ano favorita?

O menino parecia realmente interessado em saber.

- Que pergunta idiota é essa?

- É sério. Qual é?

- O outono.

- Eu gosto da primavera. É quando as garotas parecem mais suaves e belas.

- Sorte sua.

- Mas... Por quê o Outono? Há um motivo especial, não é?

A garota olha para cima, o sol estava sendo coberto por uma nuvem de chuva. Pequenas gotas de água começavam a cair. Ela fecha os olhos sentindo a carícia do vento. A chuva logo começa a ficar mais forte.

As imagens do passado voltam a sua mente. O vento tocando a face.

-“Kaze wa... Yasashii nee”.

O olhar alegre do garoto de olhos negros.

-“Você gosta da chuva?”.

A mão estendida, oferecendo apoio. O guarda-chuva preto cobrindo lhe a cabeça. E o sorriso gentil, oferecendo um lugar para onde voltar.

-EEEi! Você vai se molhar toda, se ficar ai!

Henri havia corrido um pouco e a esperava mais a frente. Lizy ainda olhava para o céu, com as lembranças na mente.

- Por que eu gosto da chuva.

- O quê?

Henri fica confuso com o comentário dela. Ela olha em seus olhos, com um olhar misterioso, e caminha até ele.

- Você me perguntou por que eu gostava do outono. É por que eu gosto da chuva.

- Ok. Agora vamos embora logo antes que eu pegue um resfriado.

Ele tira um guarda chuva pequeno da mochila e o abre, estendendo para Lizy.

Os dois começavam a caminhar lado a lado.

- Pegue. Não seria legal uma garota tão bonita pegar um resfriado.

- Valeu, mas, como eu disse, gosto da chuva. E eu não ficaria bem aceitando uma gentileza sua.

Ela empurra o guarda-chuva de volta e sorri.

- Oh! Assim é bem melhor! Seu rosto fica mais bonito com um sorriso. Parece que a chuva realmente te faz bem.

- Ela me faz lembrar dele...

Ela percebe que falou sem pensar e sente o rosto corar.

- Te faz lembrar de quem?

- Ni- Ninguém que lhe interesse. Vamos logo. Você é muito lerdo.

- Foi você que ficou parada um tempão na chuva!

- Por falar nisso, por que eu to andando com você mesmo?

- Por que eu sou legal?

Henri faz pose de “O bonitão” com um sorriso no rosto. Lizy olha para ele com desdém.

- Não. Você que está me seguindo o dia inteiro! Não tem mais nada para fazer não? Seus pais não vão brigar se você chegar tarde em casa?

Henri abaixa os olhos, seu rosto toma uma expressão triste e fria. A chuva havia diminuído, era apenas uma leve garoa.

- Você tem razão. É melhor eu ir para casa.

Ele pega o celular e disca alguns números, segundos depois um carro preto aparece e para diante deles.

A expressão de Henri volta a ser alegre e gentil.

- Até amanhã, Lizy-cham

Ele entra no carro e o motorista acelera indo embora.

- cham?

Lizy continua o caminho até sua casa intrigada com as ações de Henri.

---------------------------------------------- Capítulo 2 END -------------------------------------------------------


Obrigada pelos comentários pessoal! Ah e não são só os mangás que me ajudam na criatividade para escrever, Glygows. É por que eu tbm leio muitas fanfics, ai acabo pegando os pontos bons dos autores e me inspirando neles ^^.

Nota: Pra quem gosta de fanfic Crossolver com o L de Death Note, Leia "L, o psicólogo" é muito boa!

è isso ai, continuem lendo ok?!
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyQua Jan 05, 2011 6:42 pm

Weeeee
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyQua Jan 05, 2011 6:55 pm

MUIT BOM, MIGUINHAAAAAAAAAAAAAA *----*
Posta mais ^^
Esperando o 3º Cap /o/
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptyQui Jan 06, 2011 1:02 pm

MUITO MARA!
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MensagemAssunto: Re: The Loneliness of Rain   The Loneliness of Rain EmptySáb Fev 19, 2011 6:48 pm

--------------------------------------------- Capítulo 3 -----------------------------------------------

[Lizy ON]

Eu subia a rua de casa, ainda pensando na forma como Henri havia mudado de expressão. Ele parecia... Triste e sozinho, quando falei de seus pais. Mas, é melhor não me meter na vida dos outros.

Assim que me aproximei de minha casa, vi um rapaz recostado na parede, lendo um livro. Ele tinha o cabelo preto e os olhos negros, e estava vestindo uma calça jeans e uma camisa preta simples.

Meu coração se enche de felicidade e não pude controlar meu corpo.
Corri até ele e o abracei, o mais forte possível, pegando-o de surpresa.

- Rey!

- Mas, o que-?

Assim que me vê, ele retribui o abraço.

- Lizy, você está molhada!

- Peguei chuva no caminho para casa.

Nós nos soltamos do abraço e ele olha para mim, de cima a baixo.

- Você cresceu.

- É claro que cresci! Já se passaram 4 anos desde que você partiu!

- Realmente...

- Fiquei com saudades! Você prometeu que viria nos visitar!

- Me desculpe. Eu queria muito ter vindo, mas as coisas não estavam fáceis. Tive que passar as férias trabalhando para poder pagar a faculdade. Minha vida se resumiu em trabalho e estudo. Mas agora que terminei, pude voltar.

- Você não sabe o que passei nesse lugar.

- Já imagino, mas você vai me contar tudo. Agora abra a porta por que eu não tenho a chave.

Eu abro a porta da casa e nós entramos. Eu ajudo Rey a levar suas malas de volta para seu quarto e vou para o meu me trocar.

- Nossa! Esse lugar ta do mesmo jeito que eu deixei quando fui embora.

Eu abro a porta do quarto dele, estava de calça de moletom cinza e camisa branca. Ele mexia nas gavetas, colocando alguns papéis nelas.

- Claro! Não mexemos em nada.

Ficamos um bom tempo conversando enquanto arrumamos as coisas no quarto. Assim que terminamos de arrumar tudo, eu escuto a voz suave de minha mãe chamando da cozinha, ela devia ter acabado de chegar do trabalho.

- Lizy! Seu irmão me ligou hoje de manhã e disse que chegaria a qualquer hora!

Rey sai do quarto e desce as escadas correndo e eu o sigo. Ao chegar na cozinha, ele abraça a mamãe, rodopiando-a no alto.

- Estou de volta!

- Seja bem vindo filho.

Ok, somos uma família bem diferente. Minha mãe, Sarah, tem olhos castanhos e cabelo cacheado. Rey tem cabelos e olhos negros... e eu, vocês já sabem.

A verdade é que não temos ligações sanguíneas. A Sarah, na verdade é tia do Rey, só que o criou como filho. E o Rey me achou na rua, me adotando com irmãzinha dele.

Rey é o único que me entende, e me aceita do jeito que sou.

- Eu vou fazer um jantar especial essa noite para comemorarmos!

- Eba!

Rey e eu vamos para sala. Eu ligo o vídeo-game e nós jogamos até o jantar ficar pronto.

Quando Sarah leva a comida até a sala, ela acaba tropeçando num dos fios do vídeo-game. Eu faço minha sombra esticar e pegar a bandeja, impedindo a comida de cair no chão.

Rey observava a cena de boca aberta. De todas as coisas que havíamos conversado, meus poderes foi o único assunto que eu esqueci de mencionar.

Sarah pega a bandeja e coloca na mesinha de centro. Rey se levanta do sofá e agarra meus ombros.

- Por que não me disse sobre isso?! Se eu soubesse que estava doente, teria voltado antes!

Seus olhos demonstravam medo e pena ao mesmo tempo. Eu tiro suas mão de mim e me afasto.

- Isso não é uma doença. De todas as pessoas no mundo, acreditei que você seria o único a não me rejeitar.

- Lizy, isso é um problema! Você é-

- Um monstro? Uma aberração, como os outros falam? É sou sim. Parece que o tempo que passou estudando no Japão te fez mudar Oniisan¹.

Eu jogo o controle do Game em cima do sofá e subo as escadas, indo para meu quarto.

Me tranco no quarto e me jogo na cama.

- Ótimo, a única pessoa em quem poderia confiar me traiu.

Faço minha sombra pegar um objeto embaixo da cama. Era um colar. O pingente era algo como o contorno de uma flor, em dourado, no centro de um circulo prateado. Eu pego o colar nas mãos e fico observando-o. Seria a primeira vez que ia usá-lo depois de muito tempo. Coloco o colar no pescoço, vou a te a janela, abrindo-a e pulando.

A rua estava escura, a algum tempo os postes de iluminação haviam dado problema, e até hoje não teve concerto.

Segui caminhando pela calçada, não iria muito longe. Só queria esfriar a cabeça.

Depois de algum tempo de caminhada eu sinto uma presença atrás de mim, alguém estava me seguindo. Tentei despista-lo, mas não deu resultado, então resolvi correr.

[Lizy Off]
[Narração On]

Quando passou por uma rua, foi puxada com força, caindo no chão. O vulto que a perseguia, estava agora parado na sua frente. Mais dois vultos cercavam-na.

- Pensou que conseguiria escapar de nós?

- Demorou um pouco, mas conseguimos encontrá-la.

- Você não tem mais para onde correr.

- Quem são vocês?!

- Logo logo você vai descobrir... Iremos levá-la de volta ao laboratório do Mestre.

Lizy se levanta do chão, não estava com medo, mas sim curiosa para saber quem estava por trás daquilo.

Eles começam a sumir na escuridão, e segundos depois reapareciam, como se estivessem se teletransportando.

Um deles prende em seu braço uma corrente elétrica. Neste momento, com a pequena claridade do choque elétrico ela consegue ver o mesmo desenho do pingente de seu colar, no bracelete deles.

A dor do choque era quase insuportável.

Um outro também tinha a mesma corrente elétrica, se conseguissem prender seu outro braço, não conseguiria mais fugir.

- Finalmente vamos levá-la de volta.

- O Mestre ficará feliz em vê-la. Agora pare de se mexer e me deixe prendê-la

- Nunca! Não sei quem são ou do que são capazes, mas posso descobrir depois! Não vou me render para vocês.

O ódio percorre pelo seu corpo, liberando uma descarga de adrenalina.

Lizy fecha os olhos e se concentra. Aos poucos começa a distinguir os movimentos deles nas sombras. Quando percebe um deles vindo com velocidade em sua direção, lhe dá um chute no estômago antes dele conseguir prendê-la. O outro que segurava a corrente de longe, puxa-a com força, mas ela se segura e utiliza a sombra para diminuir a dor do choque. O homem que restava tenta agarrá-la, mas Lizy acerta-o com um soco no rosto e uma joelhada na barriga.

Ela puxa a corrente, fazendo o outro cara se aproximar. Ele tenta acertá-la com um soco no estomago, mas Lizy desvia e pega seu braço, torcendo-o e virando-o para trás, escutando um ou dois ossos se quebrarem.

Ele cai no chão, gemendo de dor, e solta a corrente, liberando seu braço direito.

O primeiro cara que havia derrubado se levanta do chão, cambaleando e vai novamente para cima dela. Lizy chuta sua canela e ele pende para frente, deixando suas costas desprotegidas. Ela lhe dá uma cotovelada na coluna com toda a sua força, e ele cai novamente.

O outro tentava se levantar também, mas foi mais rápida, pisou em suas costas, puxando suas mãos para trás deixando ele imóvel.

- Tal como o esperado...

- O que você quer dizer com isso? Quem são vocês?! Hein?

Lizy começa a puxar seus braços cada vez mais para trás, a impaciência e a raiva já haviam tomado conta de sua mente e ela não iria solta-lo enquanto não falasse.

- Se você realmente for filha dele, irá descobrir por si só.

O homem começa a tremer freneticamente. Quando Lizy olha, vê que os outros dois também estavam da mesma forma. Sangue começava a escorrer dos olhos e da boca deles.

- A-Auto-destruição?

Ela soltá-o de pressa, mas já era tarde. Os três homens explodem. Os pedaços dos corpos são atirados para várias direções, jogando sangue para todos os lados.

Com as roupas banhadas em sangue e o rosto respingado com vermelho, seu olhar parecia o de um assassino, alimentando-se da morte. Um sentimento estranho percorre pelo seu corpo. Uma mistura de felicidade e admiração.

--------------------------------------------- Capítulo 3 -----------------------------------------------

1 = Oniisan / Oniicham / Oniisama = Forma carinhosa de falar: Irmão.
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